Pesquisar este blog

Maria José Dupré (1898-1984, Brasil)

Nome: Maria José Fleury Monteiro (nascimento) / Maria José Monteiro Dupré (casamento)
Data de Nascimento: 01 de Maio de 1898
Local de Nascimento: Fazenda Bela Vista*, Botucatu, São Paulo, Brasil
Data de Falecimento: 15 de Maio de 1984 (86 anos, derrame cerebral)
Local de Falecimento: Guarujá, São Paulo, Brasil
Pseudônimos: Maria José Dupré, Senhora Leandro Dupré, Sra. Leandro Dupré, Mary Joseph, Madame Leandro Dupré
Pais: Antônio Lopes de Oliveira Monteiro e Rosa de Barros Fleury Monteiro (nascimento: Rosa Paes de Barros Padua Fleury)
Irmãos: E. Fleury Monteiro, Anna Fleury Monteiro, Oswaldo Fleury Monteiro, Guiomar Fleury Monteiro, Zenon Fleury Monteiro, Renato Fleury Monteiro, Raul Fleury Monteiro e Nuno de Barros Fleury
Esposo: Leandro Dupré (engenheiro)
Filhos: não teve

*Atualmente a fazenda Boa Vista está localizada em área pertencente ao município paranaense de Ribeirão Claro, já que suas terras ficam próximas as divisas dos estados de São Paulo e Paraná.

Bibliografia (21 títulos)

O romance de Teresa Bernard (1941) [romance]
Éramos seis (1943) [romance]
Aventuras de Vera, Lucia, Pingo e Pipoca (1943) [infantojuvenil]
Luz e sombra (1944) [romance]
A ilha perdida (1944) [infantojuvenil]
Gina (1945) [romance]
A montanha encantada (1945) [infantojuvenil]
Os Rodriguez (1946) [romance]
A mina de ouro (1946) [infantojuvenil]
Dona Lola (1949) [romance] - continuação de Éramos seis
O cachorrinho Samba (1949) [infantojuvenil]
A casa do ódio (1951) [contos]
O cachorrinho Samba na floresta (1952) [infantojuvenil] 
Vila Soledade (1953) [romance]
Angélica (1955) [romance]
O cachorrinho Samba na Bahia (1957) [infantojuvenil] 
O cachorrinho Samba na Rússia (1963) [infantojuvenil]
Menina Isabel (1965) [romance]
O cachorrinho Samba entre os índios (1966) [infantojuvenil]
O cachorrinho Samba na fazenda Maristela* (1967) [infantojuvenil]
Os caminhos (1969) [autobiografia]

*A partir da década de 1970 e até os dias atuais, "O cachorrinho Samba na fazenda Maristela" passou a ser publicado apenas como "O cachorrinho Samba na fazenda".

Outras informações

A primeira experiência literária de Maria José Dupré ocorreu em 1939, quando ela publicou no suplemento literário do jornal paulista "O Estado de S. Paulo" o conto Meninas tristes, usando o pseudônimo Mary Joseph. Esse conto foi republicado posteriormente em sua coletânea de contos A casa do ódio (1951).

Sobre a escolha do pseudônimo "Sra. Leandro Dupré", ela escreveu: "Chegou a hora do nome. Eu disse que preferia um pseudônimo, o mesmo do conto: Mary Joseph. Houve discussão, troca de ideias, outros foram consultados. Ninguém compraria um livro de autor desconhecido e com nome esquisito. Imaginava os sorrisos engraçados: "Agora você virou romancista? Escritora?" E se ninguém comprasse? Se o romance não tivesse sucesso? Artur Neves falou com energia: "Um romance com esse pseudônimo estaria condenado ao fracasso..." Leandro teve uma ideia: "E se ficar Sra. Leandro Dupré? O que o senhor acha?" Voltou-se para mim e disse brincando: "Iremos juntos para o sucesso ou para o fracasso..." [Os caminhos, 1969]

Maria José foi alfabetizada pela mãe e pelo seu irmão mais velho. Ainda em Botucatu, estudou música em aulas particulares e pintura no Colégio dos Anjos. Mudou-se para a cidade de São Paulo, onde cursou a Escola Normal Caetano de Campos, formando-se professora. 

Fundou em maio de 1943 a editora Brasiliense, em sociedade com seu marido Leandro Dupré, o historiador Caio Prado Júnior, o escritor Monteiro Lobato e o editor Arthur Neves, utilizando sua casa como sede da editora no início. 

Foi membro diretivo da Sociedade Paulista de Escritores, vice-presidente da Creche Baronesa de Limeira e da entidade beneficente Gota de Leite.

Prêmios

- Raul Pompeia (1944), da Academia Brasileira de Letras, por Éramos Seis.
- ? (1944), da Academia Brasileira de Letras, por Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca.
- Jabuti (1964), da Câmara Brasileira do Livro, por O cachorrinho Samba na Rússia.

2 comentários: